quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ele, O Boto - Parte 1/5

No céu negro sob os arredores de Belém, pelas margens do Atlântico, uma lua cheia faiscava, solitária e fúlgida, propícia ao adultério em todas as posições e maneiras. Nas proximidades do casebre carcomido de Solange, era possível ouvir o seu gemido profundo, agudo, prazeroso. O marido, João, estava no mar, em plena madrugada, pescando, enquanto a esposa, devotada mulher religiosa, entregava-se a um desconhecido bem-dotado. O filho do casal, Jeremias, ouvia os gemidos chorosos da mãe no quarto ao lado, com a mão socada dentro da calça, masturbando seu grosso e vistoso pênis velozmente.

O misterioso homem que deitava-se com Solange, Gerusa, Maria e outras tantas, nas madrugadas quando os maridos cornos e velhos se ausentavam, era bonito e desejado por todas as moças. Alto, de pele nem branca nem morena, corada. Pela extensão areenta das praias corria livre, completamente nu; nas festas e festivais comparecia sempre trajado de fidalgo, galante e provocador, em um terno de linho branco com chapéu fedora de mesma cor. Quem poderia desconfiar, afinal, do belíssimo homem?

Seu físico era extraordinário. Chamavam-no de Boto, as mulheres. Boto pela repentina aparição nas casas, sempre nu e erótico. Também pela doce e envolvente companhia que era. Ainda, pela virilidade superior a dos maridos pescadores, quais as esposas suportavam. As mulheres gostavam de tê-lo encaixado entre as pernas contraídas, sentir dele dor. Pudera! Gemiam a plenos pulmões a noite toda quando em sua companhia.

Na manhã seguinte, Solange trauteava uma cantiga qual personagem era justamente o boto. Jeremias surgiu na porta, sem camisa, espreguiçou-se e abancou para tomar o café, de olho no vaivém feliz da mãe. João vinha do mar com a rede nos ombros, esgotado. Queria apenas o almoço pronto e a rede de dormir atada no quarto. Chegou, tinha nada disso.

Olhou rispidamente a mulher de cima a baixo, que engoliu a canção. Jeremias entendeu o olhar do pai e evadiu-se depressa dali. João sentou-se bruscamente. Tinha os olhos faiscando de ira. "Caralho! Pra que que tu serve, diabo de mulher?" inquiriu, quase berrando. Foi-se para o quarto, embrutecido. Solange retornou a cantoria, escorando-se ao parapeito da janela e olhando fixamente o horizonte do mar.

Jeremias entrou no mictório, no fundo da casa. Desabotoou a calça jeans e baixou a cueca. Admirou-se por um tempo. Depois passou a mão pela pelugem quebradiça de sua virilha, deixando a mão percorrer o pau grosso desde a base até a cabeça avermelhada. Pôs-se a masturbar-se. Por um momento, imaginou-se enterrando seu largo membro na vagina virgem e delicada de alguma moça que poderia estuprar, mas logo parou de pensar.

Invejou a virilidade afamada do sensual boto que nunca viu. "Será que o pau dele é maior ainda que o meu?" indagava-se, um tanto aborrecido. Jeremias tinha orgulho do próprio pênis, acreditava ser muito grande. De fato era, mas não o maior e nem o melhor. "Será que com o que tenho posso fazer uma mulher gemer tão alto daquele jeito?" tornou a perguntar a si próprio quando ouviu batidas na porta do banheiro rudimentar e vestiu-se afobado.

Era seu pai. Arrancou-o para fora de lá num puxão brusco. Evidentemente apertado, tirou depessa o pau para fora da fenda do zíper e um segundo depois um jato forte de urina atravessava o buraco entalhado no chão do mictório. Jeremias não deixou de ver o tamanho do pau atrofiado do pai e um riso surgiu-lhe, não no rosto, mas em pensamento. "Pelo menos do meu pai eu ganho!" pensou consigo o corpulento rapaz, indo embora.

De noite, na solidão silenciosa do quarto, Jeremias, deitado, apoiou a mão sob a cabeça e tornou a admirar seu próprio pênis, enfadonho. Balbuciou, lembrando do pintinho do pai João:

― Não há outro maior que esse meu ― convenceu-se ―, e serei mais afamado e desejado que esse tal de boto.

Quase que simultâneo as suas palavras, Jeremias ouviu alguns gemidos surdos da mãe na cama com o pai. Eram gemidos abafados, mais baixos e menos cheios de prazer que os que ouviu na noite anterior. Pareciam ganidos.

― Com aquele piruzinho que tem nunca vai fazer ninguém gemer alto! ― disse ainda o jovem moreno, deixando a mão percorrer vagarosa ao longo do pau grosso enquanto ouvia os lamentos abafados da mãe.

×××

Continua...

Meu Amigo Cabra Macho

Me chamo Zé Antônio. Sou um cabra macho; ou pelo menos era, há alguns dias. Vi minha virilidade entrar em colapso quando me flagrei desejando o mastro cabeludo do meu amigo "parceria" Marcão.

Nunca mamei rolas. Melhor, nunca tinha mamado até então.

Eu tomava banho já fazia uns quinze minutos no banheiro da firma. Deslizava o sabonete pelo corpo todo, deixando depois a água levar sua espuma até o ralo. Ele entrou de repente. Éramos bem machos, a ponto de ignorar a nudez um do outro.

Abriu o zíper do jeans, tirou o pau para fora e desencapou a cabeça. Mirou o buraco do vaso, ergueu a cabeça e fechou os olhos enquanto urinava. O pau dele era bem mais grosso que o meu. A única coisa que separava o espaço do chuveiro onde eu estava do vaso sanitário era uma mureta baixa. Começou a conversar comigo enquanto ainda esvaziava a bexiga.

Papo vai, papo vem, eu discretamente não tirava o olho do mastro. Ele percebia eu olhando fixo. Me olhava também. A gente não ligava para isso. Éramos homens, afinal.

Ele terminou de mijar, balançou a ripa e continuou falando comigo com o pau para fora. Eu parei meu banho, joguei a toalha no ombro, recostei-me na mureta e passei a prestar atenção nele. Às vezes, seu pauzão bem na minha frente era a única coisa que eu conseguia ver enquanto lhe ouvia o desabafo.

Falou da família, do patrão, da sogra e da vida enquanto eu encarava a cabeçona exposta de seu dote. Hora ou outra ele mexia no saco. Eu disfarçava. Logo estava olhando de novo, viciado.

Me flagrei gostando daquilo. Seu pênis era bonito. Ele desafivelou a cinta, abaixou a cueca, como se quisesse me exibir seu dote flácido, seus testículos, seu pentelho encaracolado, tudo. Eu fitei o homem, assisti cada movimento seu ansioso de que não terminasse, confesso.

Chegou com a virilha bem perto do meu rosto. Eu afastei um pouco, para disfarçar. Ele então surpreendeu. Acariciando sua tora, perguntou:

― Quer mamar?

Eu estremeci. Levantei, meio aborrecido. Lacei a toalha ao redor da cintura. Xinguei. Chamei de maluco por querer que eu o chupasse. A verdade é que eu tava doido para aquilo. Só fiz cena.

Nem me deu chance. Parece que adivinhou minha real vontade. Com um golpe me fez ajoelhar e forçou o pau semiereto entre os meus lábios salivando. Se eu me revolvi, resisti? Claro que não. Chupei tudo quietinho, sem alarde, como a vadia submissa que eu sempre quis ser.

Queria me fazer engolir tudo, como se coubesse. Eu tentei. Fiquei com medo de alguém se alarmar com a minha tosse, mas Marcão nem ligava. Pedia pra eu pôr pra fora a língua e socava tudo no fundo da minha goela. Malvado! Mas eu adoro "cabras" malvados!

Desatei a toalha da cintura e comecei a masturbar a mim com uma mão e a ele com a outra. Logo um jato quente de esperma encheu minha boca desavisada. Incrível como gozou! Aquela porra viscosa começou a escorrer pela minha cara. Eu parecia um banco de esperma; e que delícia ser um!

Me fez galgar na mureta como em um cavalo, e arrebitou meu traseiro cabeludo. Senti o dedo do maldito entrar rasgando no meu cuzinho. Urrei abafadamente quando foi socando mais dedos. Lambuzou minha orla anal com saliva e então, depois de outra chupada, enterrou tudo que tinha no meu traseiro.

Maluco, que negócio doído! Eu nunca tinha levado ripa atrás, não sabia que era daquele jeito. Se eu soubesse, já teria dado antes!

Se afastou um pouco e continuou bombando o pau no meu rabo até achar a velocidade. Eu não podia gemer alto, mas não conseguia. Ia acabar atraindo a firma toda com o macho montado em mim. O danado me batia forte. Me chamava de vadia, égua. Me mandava gemer mais, como se eu tivesse opção. Tava arrombando meu buraco virgem.

Gelei quando um outro cara da firma entrou no banheiro. Era o Gustavo. Ficou estático vendo o entra e sai da tora do Marcão me enrabando e eu gemendo igual a cadela que eu era. Que louco! Ele tirou a ripa peluda pra fora também e veio segurando ela para o lado da minha boca.

Envolvi aquele pau pulsante com meus lábios sedentos enquando me contorcia na tora do Marcão. Agora eu entendia o porquê do apelido Marcão! Se não me engano, disse que foi a esposa que passou a chama-lo assim. É porque o danado tinha uma rola desgraçada de grande, e tava assolando meu cuzão haviam vários minutos.

Mal podia gemer e chupar o pau do Gustavo ao mesmo tempo. O maldito mijou na minha boca. Mesmo cuspindo, ele continuou mijando na minha cara e rindo enquanto Marcão me massacrava. Ah, o tesão era tanto, que bebi o mijo dele. Bebi mesmo!

Comecei a babar as bolas dele enquanto ele se masturbava lentamente. Senti o pau do Marcão sair e não entrar mais. Adivinha o que ele tava fazendo? Ele tava tirando uma foto da cratera que fez no meu rabo. Revezaram: Marcão veio entupir minha boca com sua ripa grossa e Gustavo foi enterrar a sua no meu buraco dilatado.

Nem senti direito o pau do homem entrar, pois Marcão já tinha feito o estrago todo. Meu cu nem piscava. Me pus a babar o mastro latejante do homem na minha frente, tentei garganta profunda e tudo mais. Tudo inútil... Não entrava nem a metade da ripa.

Quando menos esperei, Marcão me presenteou com um novo jato de porra viscosa na goela. O outro, lá atrás, encheu meu rabo de sua goza maravilhosa enquanto eu sugava o líquido do primeiro. No fim, eu realmente parecia um banco de esperma, e como disse, é maravilhoso ser um.

Tive de tomar outro banho, mas daquela vez, dividi chuveiro com os dois dotadões e tomamos banho juntos, apertados no mesmo espaço exíguo.

Deixei o emprego, depois me arrependi, mas, fazer o que, né? Os machos nem falavam mais comigo e eu fiquei com receio de ter que trabalhar ali, com eles dois, todos os dias, depois da cadela submissa que eu fui. Saí da firma.

Recebi algum tempo depois uma mensagem no Whatsapp. Era do contato que eu nomeei carinhosamente Marcão "Bem Dotado" Fochiera.

A mensagem tinha a foto do meu rabo arrombado por ele e a legenda dizia assim:

"E ae, tava afim de tirar outra foto dessa. Bora?"

Nem preciso dizer o que eu respondi, né?

"FINE"


Virgílio Orestes, 24 de Junho de 2016.

His Dick Is Thick - Parte 2/2

A tarde se sobrepõe à manhã. A praia transborda de gente, sobretudo de rapazes nus, e Marrie, sempre vigilante com sua câmera, tem garantido o seu passatempo. Após alguns cliques a moça avista Gustavo pela primeira vez, e também pela primeira vez o maior pau que já tinha visto. Começa a fotografá-lo, irrefletidamente, admirando-o em cada passo, cada movimento. Seus testículos pendidos balançavam; sua caixa peitoral parecia contrair-se e relaxar-se mutuamente; seus cabelos castanhos soltos no vento; tudo virou foto!

Carrie, sentada, sempre submersa nas suas edições de moda, por acaso olha por cima da revista e enxerga, exuberante ao sol, os músculos morenos de Gustavo Mateus e, sem notar, deixa cair no colo a revista já desinteressante. Tira os óculos escuros que lhe cobriam os olhos claros para ver melhor o monumento masculino que desfilava vindo em sua direção. Ergue as sobrancelhas, como surpresa, ao olhar um pouco mais embaixo a cor e rigidez de sua virilha. Aquilo foi o suficiente para a magérrima americana erguer-se e correr atrás do salva-vidas como o cão que persegue o filé mignon.

Na noite que cobre repentina a costa do Rio de Janeiro, Carrie sente os compridos centímetros que ainda não tivera o privilégio de sentir com o marido nem com qualquer outro homem. Geme irrefletidamente, como uma virgem, durante todas as transas férvidas da noite. Quando o sol nasce no dia seginte, ele encontra Carrie de joelhos para Gustavo, submissa como gostava de estar, babando as veias de seu pênis e logo recebendo o produto volátil do seu quarto orgasmo. Carrie suga-lhe o sêmen, massageando o comprido membro que tinha entre os lábios e seus relaxados testículos.

Ao mesmo tempo, no hotel, Marrie masturba-se discretamente no banheiro, vendo as fotos do salva-vidas e seu pau negro que vinha capturando. Decide-se ali, resoluta: "Minha virgindade é dele!". Mais tarde, a moça trêmula decide subornar o salva-vidas e vender sua pureza a ele. "I'll give to you five hundred dollars! Is it enough?" perguntou a Gustavo, e este, aceitou. "Yes, it is!"

Ainda naquela noite os dois se encontram no apartamento do salva-vidas. Lá tudo está bonito, para familiarizar a moça. No quarto, limpo e cheiroso, ela esparrama-se no meio da cama. Despe-se até o homem tomá-lá totalmente nua entre os músculos dos braços. O safado salva-vidas logo a ensina como chupa-lo. Depois masturba ela enquanto ouve seus gemidos chorosos. Seu pênis se enterra naquela vagina pequena e rosa fazendo sua dona urrar a plenos pulmões a noite toda.

Pela cálida manhã do dia seguinte o sangue se revela às gotas pelos lençóis claros. Entre eles, Marrie desperta, nua, manhosa, a se espreguiçar:

― Oh! What a beautiful day! ― balbuciou enquanto sentia os mamilos doerem.

Naquele mesmo dia, já pela tarde, Brian, o filho caçula de Bruce, tenta pela terceira vez consecutiva construir um bom castelo de areia, talvez para impressionar os amiguinhos derredor. Frustrado, ele pede ajuda ao salva-vidas Gustavo, que transcorria o terreno da praia em sua inspeção corriqueira:

― Hi! I'm Brian. Could you help me, please? I'm trying to build a sandcastle, but I can't to do it! ― apelou o garoto, protegendo com a sombra da mão os olhos vivíssimos do sol forte.

― Hi, Brian. I'm Gustavo. I'll help you. Let's?

― Let's! ― sorriu o alegre garotinho.

Gustavo abaixa-se sobre as pernas, trincando o abdômen sarado, fazendo a sunga moldar as suas curvas genitais, e ajuda o comunicativo menino americano a construir um belo castelinho, impressionando os amiguinhos brasileiros ao redor.

Minutos depois, Gustavo se levanta e anda pela areia. O garoto americano o interroga:

― Hey! Where are you going? ― pergunta o curioso garoto.

― Sorry, Brian! I have to go to WC!

― Wait, I go with you!

Ambos dirigem-se então ao banheiro. Ora, que problema tem em os dois atenderem a um comum chamado da natureza e se aliviarem juntos?

Gustavo manuseia o pênis e mira o vaso, imitado pelo jovem Brian. O menino, quando olha o tamanho do mastro do amigo salva-vidas, não esconde o espanto na expressão fisionômica. Certamente era o maior pau que já tinha visto e sua ingenuidade infantil o fez pensar consigo: "Quando crescer, eu quero ter um desse!".

As férias estavam chegando ao fim. A família se preparava para despedir-se do calor e das peripécias no Rio e voltar ao frígido Oregon. Já no avião, acomodados, pai, mãe, filho e filha despedem-se do Pão De Açúcar pela janelinha vítrea. "One day we'll come back!" disse Bruce, confiante.

Na poltrona, junto da mãe, o inocente Brian, debruçado sobre o seu colo, conversa com ela:

― I met a good guy, mom! ― disse o garotinho.

― Really? What's his name? ― perguntou ela, curiosa.

― He's called Gustavo! He helped me to build a sandcastle in the beach!

― And what is he look like? ― torna a perguntar, a mãe.

― His dick is tick! SO TICK, mom!

Todos olharam espantados para o garotinho louro e riram-se, já sentindo profundas saudades do brasileiro bem-dotado.

FIM


Jesús Blasco, 03 de Fevereiro de 2016.

His Dick Is Thick - Parte 1/2

Bruce é um cara americano. Branco, rico e gordo como um leitão! Um gringo apaixonado pelo Brasil; sobretudo pela miscigenação masculina do Brasil. Atua como médico em um renomado hospital numa área nobre de Portland, nos confins do Oregon, e está com a esposa Carrie, a filha adolescente Marrie e o filho caçula Brian tomando banho de sol numa praia de nudismo, dentre as tantas que ornam a orla do Rio de Janeiro.

Ele, Gustavo Mateus, moreno, alto, esguio, cheiroso, dono de logradores olhos castanhos e um dote negro de 21 centímetros ― pra mais um pouco! ―, pratica artes marciais, estuda e trabalha como salva-vidas nas cálidas praias nudistas do Rio. Sempre que pode, desfila nu pela areia a balançar, entre uma pernada e outra, o seu mastro viril, exibindo sua performance muscular exuberante, humilhando os gringos gorduchos com suas esposas curiosas sempre a observar.

O verão brasileiro muito agrada o pálido quarteto que gasta seu tempo e seus dólares de maneiras pessoais e peculiares: o garoto Brian interage com as demais crianças brasileiras na construção de castelinhos; a mimada Marrie coleciona os garotos bonitos da praia, fotografando-os descaradamente; Carrie lê revista de moda sobre a sombra segura de seu guarda-sol; e o paizão, longe da desconfiança familiar, faz download de vídeos do superdotado ator Austin Wilde pelo seu iPhone dourado, discretamente.

Aquela tarde quente ferveu mais ainda quando Gustavo surgiu por entre os guarda-sóis, seminu, desfilando seu corpo talhado de músculos dentro de uma sunga vermelha apertadíssima a comprimir-lhe a voluptuosidade natural do pênis. Bruce, tirando os óculos, ergue o tronco recostado ao espaldar e admira a mala viril que lhe passa diante dos olhos. Não pôde conter a sua súbita ereção. Um pouco desajeitado, o americano aperta o próprio pênis, afim de que este relaxe. Logo se levanta e segue o salva-vidas, sempre a olhar para o seu redor, mas sem perder de vista a bunda do moreno.

Gustavo entra no banheiro e Bruce, logo atrás, observando suas coxas musculosas, o segue como o gato segue a sardinha. O salva-vidas, apoiando uma das mãos na parede à frente, desce a sunga um pouco, descobre a glande e mira o sanitário metálico, aliviando-se em seguida. Bruce, ainda que intimidado pelo dote que engolia com os olhos, faz o mesmo. Em determinado momento, sussurra um elogio, sem tirar os olhos do corpo do salva-vidas:

― Uau! Acho que consigo encaixar um boné aí, amigo!

Gustavo, surpreso, olha o gringo ao seu lado e logo fita seu microscópico pênis rosado metido entre os dedos, deixando escapar uma risada. Replica:

― Cara, não sei se boné encaixa aqui; mas a sua aliança encaixa certinho no seu pau aí embaixo e ainda fica larga! ― retornando ao riso.

― Me chamo Bruce!

― Gustavo. Prazer, cara!

― O prazer é meu, amigo!

A inusitada amizade dentro do banheiro continuou. Os dois conversaram e depois de algum tempo, combinaram algo quente para praticarem juntos. Seria a primeira vez de Bruce como puta de um dotadão, e ficou ansioso e inquieto.

A noite finalmente cai sobre as areias do Rio. Os dois se encontram e seguem para um hotel. Gustavo abre a porta, entra e oferece-a a Bruce. Este logo se joga sobre a cama fofa no centro do quarto. Pouco depois estavam nus, se olhando, curiosos, sobretudo Bruce, a percorrer as mãos delicadas ao longo do corpo venoso e escuro do pênis de Gustavo.

Bruce deita-se, empinando o traseiro branco como uma vadia safada. A língua quente do salva-vidas lubrifica a orla anal do americano que, descaradamente, passa a soltar gemidos deleitosos. Quando o membro negro começa enfim a penetrar-lhe o irrequieto orifício anal, seus dentes cerram-se e suas sobrancelhas contraem-se. Gustavo enterra todos os longos centímetros, um a um, nas trêmulas nádegas de Bruce, passivo da ação do salva-vidas.

Seu ânus já era uma cratera. Gustavo, com precisos movimentos, o põe de pernas pro ar, submisso, como um frango assado, e novamente faz seu dote latejando desaparecer dentro daquele elástico cu americano. Bruce urra cada vez mais, agudamente, de acordo com a velocidade que é enrabado.

Naquela noite Gustavo surra-lhe inexorável a bunda branca e peluda. Durante a madrugada, ouve-se os abafados urros do americano submisso e as pancadas provenientes do sexo brutal e atrito entre os corpos.

No romper do dia seguinte, quando o sol subia pelo céu, Bruce, jogado na cama do hotel, tem o traseiro melado e avermelhado. Além de todo dolorido. Seu ânus parecia latejar-se, como reclamando da rudeza da penetração. Gustavo, já acordado, fazia a barba defronte à pia, molhado do banho e nu, com o pênis ereto apontado para o alto. Bruce admirava o reflexo da sua silhueta lépida pelo espelho do quarto enquanto sentia no cu largo os sintomas da noite.

Marido e esposa se encontram novamente, pouco mais tarde. Bruce sequer pôde sentar-se para tomar seu café da manhã, contudo, disfarçou e improvisou, tudo para não despertar suspeitas fundadas em sua esposa. Se uma mosca ousasse pousar em seu traseiro inchado, este naturalmente daria um grito; exagerado...

Continua...

O Primo Interiorano

Nem sabia que o primo Edu era dotadão até a primeira vez que eu o vi nu; ele estava mirando o buraco do sanitário, mijando, distraído, nem percebeu que eu olhava de longe.

Eu estava passando no corredor. Foi de relance, rápido. Quando foquei com os olhos lá estava a vara cabeluda, as bolas gordinhas, despejando uma cachoeira de mijo  ― adoooooro!

Depois ele balançou a ripa, guardou na cueca e ouvi o barulho da descarga. Fui dormir pensando naqueles centímetros todos.

Ele? O Eduardo. Meu primo do interior. Meio caubói, meio maromba. Barbudo bonitinho. Veio dormir cá em casa nesse dia. Acho que se eu medisse com uma régua lá daria uns 19 centímetros. Fiquei ridiculamente feliz em saber que ele guardava uma linda verga bruta dentro das calças!

No dia seguinte tomamos café juntos. Eu, ele, mamãe e minha irmã pirralha. Ele tinha o sotaque meio caipira, mas era um deus! Comia tudo ferozmente, sem qualquer regra escrota de etiqueta. Bem bruto, o cara, né?

Consegui o WhatsApp dele naquela mesma manhã. Je-sus! Que homem!

-

Acho que o fato dele ser um machão peludo e eu uma bicha fresca da cidade me deixava sem jeito de conversar com ele cara a cara, então criei coragem e puxei assunto por lá mesmo.

Já era tarde da noite. Eu tava de boa na cama teclando com ele já com a rola dura sob o edredom quando ele próprio entrou no meu quarto. Tava sem camisa, só de cueca e exibia um lindo pau meia-bomba desenhado nela.

Ele entrou meio sem jeito, tímido, acanhado, olhando a mobília do meu quarto como se tudo fosse novidade. Eu sentei na cama, focando a vara que eu tinha visto mijando no banheiro. Tava atravessada na coxa dele.

Ele então pôs a perna na cama e eu sentei de frente para ele. O pau ficou bem na minha fuça. Eu já tinha visto muita rola, mas aquela era novidade! Ele dava uma risadinha sem graça e apertava o saco toda vez que percebia que eu estava olhando.

Depois ele sentou na cama ao meu lado e enquanto a gente conversava ele ficou brincando com o controle da TV; então sugeriu que eu buscasse água. Eu fui. Desci lá na cozinha, mamãe ainda não estava em casa. Nem a pirralha da minha irmã. Confesso que alguns pensamentos safados invadiram minha mente ali, enquanto despejava água nos copos, e já subi de volta pro quarto com o pau duro de novo.

"Eita, caralho!" pensei comigo, quando abri a porta com o pé e tive aquela feliz visão!

O primo Edu sentado na beira da minha cama, sem roupa nenhuma, comparando o tamanho da vara pentelhuda com o controle remoto e a TV ligada num dos meus pornôs héteros.

― Que tá fazendo? ― eu perguntei, estatelado, olhando aquela cabeleira toda.

Ele me olhou, deu um sorrisinho criminoso e respondeu com outra pergunta:

― Você depila?

― Sim ― eu disse.

― Deixa eu ver ― ele pediu.

Ele conseguiu me deixar roxo de vergonha com esse pedido.

Eu pus os copos sobre o balcão ao meu lado e me aproximei dele. Um arrepio tomou meu corpo de repente. Mostrei meu pau lisinho pra ele e vi outro sorrisinho safado estampar seu rosto ― o dele era maior e mais grosso.

Ele tirou uma régua não sei de onde e sugeriu que eu medisse minha rola.

― Vem cá, mede aí para ver quanto dá! ― ele pediu.

Depois de algum tempo medindo para ele ver, ouvi ele balbuciar "15" junto de uma risadinha esnobe. Ele se ergueu na minha frente ― ele era mais alto que eu ― e pediu para eu medir a tora dele também. Deu 19 massacrantes centímetros!

Ainda de pé na minha frente, senti o pau dele roçar no meu junto de um arrepio. Ele pôs as mãos no meu ombro e disse, com voz baixa:

― Nunca fui chupado.

Ah, após isso é fácil eu explicar o que aconteceu depois. Simples, eu me ofereci a ser o primeiro!

Ele ficou meio tímido, acanhado, acho que ele nunca tinha dado o pau pra outro cara chupar. Perguntou se minha mãe não iria aparecer de repente, mas tranquilizei ele.

Foi um pouco estranho, pois no começo Edu estava muito nervoso. Mas claro, pra homem bem-dotado, paciência minha é o que não falta!!!

Minha língua percorreu a extensão daquele tronco latejante, dos testículos até a cabeça, lubrificando-o, repetidamente. Depois que deixei aquela tora brilhando de saliva, envolvi a glande nos meus lábios e ouvi o primo Edu soltar um gemido satisfeito, caindo na cama.

Que delícia, ouvir homem gemer!

Ele me ergueu então, e pôs uma perna minha sobre a cama, abrindo bem as minhas nádegas. Me deu uma surra de pau na bunda, curioso, abrindo minha bundinha lisa e forçando um dos dedos contra a minha portinha anal. Ele cuspiu na cabeçorra de seu dote e soltei um gemido de dor quando ele enterrou aquilo no meu buraquinho rugoso e guloso.

O Edu separava as minhas nádegas segurando uma em cada mão, e socava fundo até eu sentir o pentelho dele roçar no meu traseiro. Bombou até achar a velocidade certa e continuou fodendo, à princípio, devagar.

Depois de um tempo as bombadas aumentaram e eu não pude evitar os gemidos! Gemia de olhos fechados e boca aberta, igual uma cadela, uma vadia profissional. E ele também gemia e arquejava, fazendo a tora sumir no meu reto. Ele estava tão excitado que propôs terminar aquela transa na cama da minha mãe.

Como sou bicha atrevida, claro que aceitei!

Mamãe não estava em casa mesmo, então fomos. Ele me pôs sobre a cama como um frango assado e me arreganhou, só então soltei outro gemido ao sentir seu nervo grosso enterrar-se na minha roda anal, dilatando meu pobre cuzinho!

Edu tirou a ripa do meu rabo e veio com ela babando pra minha boca. Chupei até sentir três jatos fortes de seu sêmen quente atingirem minha garganta e ele se desfazer em urros prazerosos.

Eu já disse como é bom fazer homem gemer?

O ruído metálico da chave girando na maçaneta chegou tarde aos nossos ouvidos.  Era mamãe chegando. Só fomos ouvir o barulho de seus saltos subindo as escadarias e minha irmãzinha tagarela junto dela.

Saímos depressa de lá, ele ainda de pau duro, arrepiado de medo de um flagrante. Nem deu tempo de limpar ou arrumar o quarto dela, só deu tempo de eu escancarar a janela. Voamos depressa pro meu quarto e nos enfiamos no meu banheiro para tomarmos um bom banho quente.

Naquela noite mamãe chamou a polícia e a dispensou pouco depois. Eu e Edu descemos para jantar mais íntimos um do outro. Sentamos na mesa trocando olhares ilegais, porém discretos. Mamãe comentou surpresa que seu quarto foi revirado e que o bandido fugiu pela janela, mas que misteriosamente não furtou nada.

Eu e Edu trocamos outro soslaio criminoso.

Um ano depois, o primo Edu me mandou um nude safado via Whatsapp, anunciando:

-

"Vou em dezembro passar outra temporada aí em SP. Não vejo a hora de chegar logo aí, primo!! 😈"

"Imagine eu... 😱😛👏👏", repondi, assanhadamente.

"FINE"


Virgílio Orestes, 18 de Agosto de 2016.

O Cowboy Virgem - Parte 2/2

Continuação:

A loura Helena subia para o primeiro andar, discretamente. “Tenho certeza de que vi aquele rapaz escapar por aqui durante a confusão!” pensou consigo. Ela visitou todos os quartos até encontrar o jovem escondido naquele que havia pernoitado o pistoleiro Jhonny Dick.

Ela abriu a porta e quase levou um tiro de Tex, que estava muito nervoso com a situação lá de baixo. A visão frágil da loura o acalmou e o fez recolher a pistola no coldre. Helena sentou-se na beira da cama e subiu os panos do vestido, descobrindo uma das pernas.

― Já viu uma mulher nua antes, bonitão?

― Não – respondeu Tex. – Mas não gostaria que o xerife nos atrapalhasse mais.

― Oh, não se preocupe! Ele está muito ocupado medindo os centímetros fálicos dos caubóis lá fora – ela disse com um sorriso vermelho e feminino esticado no rosto.

Ele se aproximou e ela não deixou passar despercebida a sua volumosa ereção contra o jeans da calça. Ela tocou Tex no pênis e ele decerto se assustou um pouco, aquilo nunca tinha acontecido. Afinal, peça por peça, ela lhe despiu e despiu também a si própria. Eles se deitaram e pela primeira vez o nosso herói, tido socialmente como fora da lei, conheceu os interiores de uma mulher sob a sombra e frescor dos lençóis.

×××


Pela tarde, dando Tex como foragido, Edward livrava-se daquele calorão diurno com um bom banho de caneco nos fundos do quintal de seu escritório. Um par de olhos curiosos visualizava sua nudez medonha de dentro da delegacia. Era Beau Cock.

― Puxa, xerife! Se o senhor fosse pego andando assim pela cidade, certamente seria preso por atentado ao pudor! – comentou o ajudante, zombando dos poucos centímetros de Edward.

― Engraçadinho... O que quer de mim, Cock?

― Desculpe, xerife – consertou-se. – É que uma das meretrizes do saloon deixou escapar que Tex se refugia lá sob a proteção de uma loura chamada Helena.

― Quem é a meretriz que lhe disse isso?

― É a minha garota, xerife! Nós estávamos num quarto, abraçados sob o calor dos lençóis e...

― Você estava fornicando com aquela sirigaita, Cock? – cortou o xerife, verde de ciúmes!

― Bem, xerife Edward – explicou o ajudante, rubro de vergonha a encarar o chão –, depois de me ver descer as calças na sua frente lá no bar, ela ficou muito excitada com o tamanhão do que viu e...

― Cale-se! Não quero ouvir mais nada! – rosnou o xerife em tom magoado. – Vamos logo atrás de Tex antes que o danado fuja de novo.

Tex, porém, viu pela janelinha do quarto a aproximação do xerife e seu auxiliar e decidiu fugir antes que Edward desencadeasse um novo tiroteio. Tex deu um último beijo nos beiços rubicundos de Helena e desceu por outra janela que dava para um beco.

O cano metálico de um colt mirou Tex em sua fuga e pouco depois um projétil passou a poucos centímetros de sua cabeça. Tex se atirou no chão, sacou sua arma com impressionante velocidade e se deparou com aquele pistoleiro que outrora havia expulsado do quarto. O tal Johnny Dick. Ele disse:

― Lembra-se de mim, moleque? Se não se lembra da minha cara, certamente se lembra do meu pênis, pois quando você me expulsou daquele quarto eu estava com ele balançando bem na sua fuça!

― Claro que me lembro de você, idiota! O que quer?

― Quitar a conta! – concluiu Dick, abrindo um sorriso malvado nos lábios.

O pistoleiro brandiu a arma contra Tex, mas esse foi mais ligeiro e, com apenas um tiro, lhe arrancou a pistola da mão antes mesmo que pudesse disparar.

Agora só restavam Tex e Johnny Dick.

O jovem fora da lei ergueu-se do chão, tinha a fúria estampada no rosto. Dick deu um passo atrás, sentindo uma mistura interna de medo e raiva.

― Vou ensinar você a não atirar pelas costas de ninguém, maldito! – vociferou Tex, partindo para cima de Johnny Dick e rolando pelo chão com ele nos punhos pouco depois.

Tex desferiu um poderoso direito no queixo do oponente fazendo-o cuspir uma bolha de saliva e fechou a conta com dois esquerdos no estômago. Dick grunhia no chão, qual um porco, sentindo as dores atrozes das contusões. Tex se levantou um pouco extasiado pela vitória, mas Dick o surpreendeu pelas costas com um abraço fatal que rasgou sua camisa.

― Vou lhe ensinar uma dor que nunca sentiu, moleque! – berrou ele a Tex aludindo ao estupro, mas este outro com uma rasteira fê-lo cair de quatro no chão!

― Agora o jogo se inverteu, cretino! – disse Tex, abrindo um furo nos fundilhos de Dick e lhe rasgando a rodinha anal com seu dedo áspero e comprido.

Dick urrou como um lobo.

Vendo que o pistoleiro sofria, Tex empurrou mais dedos para dentro daquele cu cabeludo e guloso quando sentiu o próprio pênis duro contra o jeans da calça.

Tex entendeu o que acontecia e traspassou o pau pela fenda do zíper lambuzando-o da própria saliva. Pouco depois, o jovem fora da lei fez seu nervo teso desaparecer no reto daquele pistoleiro fanfarrão que gemia passivamente.

×××


Edward e Beau Cock chegaram ao beco justamente quando Jhonny Dick mordia os próprios lábios e disparava uma chuva de xingamentos contra o dote nervoso de Tex. Os dois homens da lei sustaram-se de súbito e ali ficaram pasmados vendo o vaivém de Tex no rabo daquele pistoleiro mexicano. Mesmo ante aos dois, Tex não se deteve; continuou rasgando Dick por trás. Logo o mastro de Beau Cock também quis opinar sobre aquela cena, latejando contra o seu jeans.

O xerife se atentou para a ereção do auxiliar e sua língua úmida banhou seus beiços suculentos. Decretou:

― Beau Cock – berrou o xerife, fazendo o auxiliar dar um pulo –, agora é a hora de fazer jus à sua estrela!

― Diga e farei que quiser, xerife Edward!

― Faça comigo o mesmo que Tex faz com aquele cabrón!

É natural contar que o ajudante surrou, judiou e partiu o xerife por trás do jeito que sempre sonhou. O pôr do sol caiu no horizonte assistindo a orgia homossexual daqueles quatro caubóis, na sombra dos becos, longe da vista social ou pelo menos da maioria dela.

Sim, leitor querido! Depois do orgasmo na bunda daquele mexicano humilhado, nosso herói, Tex, fugiu das garras de Edward – que estava dilatado demais para persegui-lo! – mas tempos depois foi cair nas garras dos guerreiros navajos, e daí, a história todos já sabem.

“THE END”


Jesús Blasco, 9 de Setembro de 2016.

O Cowboy Virgem - Parte 1/2

Ao contrário do que muitos pensam – ou não! – o caubói mais longevo do mundo editorial não perdeu a virgindade com sua imaculada Lylith, mas sim com uma loura estonteante que conheceu, certa vez, num bar colorido da agitada Dallas de 1856.

Tex Willer* era garoto fora da lei em meados do século XIX. Conhecido pelo gatilho veloz e não pela fama de chefe branco dos navajos ou outras que conquistaria mais adiante na vida. Chegou-se, faceiro, traspassou a portinhola de vaivém e foi ao balcão. As garotas logo o notaram. “Olhem o rapagão que acaba de entrar, meninas! Que tal alguma ir lhe oferecer companhia?” sugeriu a cafetina que era também uma das donas do bar.

A loura Helena ergueu seu comprimido vestido rendado e caminhou até o jovem de semblante sensual. Surpreendeu-o a seu modo:

― O forasteiro não me oferece algo pra beber?

Tex a olhou de cima a baixo parando os olhos em seu avolumado decote e empurrou um copo de uísque para ela, logo o enchendo do apreciado líquido. Os dois ingeriam um gole quando Edward, o xerife de Dallas, irrompeu no saloon. Todos se viraram para olhar quem entrava. Imediatamente o homem da lei reconheceu Willer junto da loura escorado ao balcão e lhe intimou:

― Reconheci você, Tex! Agora, patas para o alto e nada acontecerá!

O saloon emudeceu. Alguns segundos se passaram, aumentando a tensão. O jovem Tex, com agilidade felina, empurrou a loura corpulenta para o chão e saltou para trás do balcão, abrindo fogo contra o xerife. Este e seu ajudante Beau Cock reagiram abrindo fogo contra Tex.

BANG! de um lado; BANG! do outro!

As lamparinas e janelas se partiram em centenas de cacos. A multidão que lotava o bar apavorou-se com o sibilar mortal dos projéteis. Logo a munição acabou nos tambores, mas nem Tex nem o xerife Edward tiveram tempo para recarregar. Alguns bêbados assustados, talvez incomodados, começaram a se socar; isso se alastrou tal como a varíola.

Como uma epidemia frenética, em pouco tempo todos no bar estavam dando e recebendo socos gratuitos, quebrando cadeiras e garrafas, rasgando as próprias roupas, protagonistas de uma grande pancadaria ruidosa. Num canto, expectantes, se agruparam as raparigas para assistir o duelo livre no bar. “Ora, tem coisa mais excitante que ver homens rudes em luta livre?” disse uma, incitando as outras ao riso. “São homens, estão apenas exercitando os músculos!” completou a outra, de dedo metido no beiço, completamente excitada com toda aquela agressão masculina.

Logo uma cadeira voou pelo corredor do bar chocando-se contra o lustroso espelho acima do balcão, estilhaçando-o em incontáveis pedacinhos. Um tiro de espingarda fez cessar repentinamente toda a movimentação no bar.

― Se quiserem brigar, que seja fora daqui! – bradou a cafetina dona do saloon, com a arma mirada para a multidão.

Todos se aquietaram, de fato, dando fim a pancadaria para alívio de alguns, tristeza de outros – inclusive das saias espectadoras! Tex usou da confusão para camuflar sua evasão. Edward e seu auxiliar, que puderam enfim respirar, logo notaram a ausência do rapazola fora da lei. Enfurecido, subiu no balcão e gritou para todos ouvirem:

― Ouça povo de Dallas! Tex Willer é um foragido da lei e ofereço cem dólares pela sua captura, vivo ou morto!

Todos se aguçaram ao ouvirem a quantia mencionada pelo xerife. “Temos que pegar esse Tex, pessoal!” disse um homem nu que tivera as roupas rasgadas na briga e que agora tentava cobrir com as mãos o seu longo pau branco. “Vá se vestir, Brod!” sugeriu o xerife visualizando o indiscreto dote pentelhudo do bêbado.

×××


Num dos quartos do primeiro andar um jovem pistoleiro mexicano terminava seu breve banho. Ele estava apreensivo com os tiros vindos lá de baixo. Saiu da banheira ao término completamente nu, respingando água pelo assoalho do quarto. Seus testículos flácidos balançavam-se com o passar das pernas e seu físico era justamente ideal: alto e esguio, como os bons gunmen*, e de troco musculoso do trabalho duro pelos ranchos das cercanias. Secou-se com uma toalha que tinha próxima. Cingiu na cintura musculosa o cinturão com as pistolas. Apanhou a sela caída no chão e a jogou sobre a cama. Estava já de saída. Quando ele se voltou para a porta, o jovem Tex lhe apontava um ameaçador colt calibre 45.

― Caia fora! – disse Tex.

― Já vou, mister! – rosnou o outro peladão erguendo brevemente as mãos e trincando o abdômen.

O homem nu foi expulso do quarto sem ao menos ter posto qualquer roupa no corpo. “Me pegou desprevenido, moleque, mas não me chamo Johnny Dick se não fizer você pagar caro!” profetizou ele, em pensamento, ruminando ódios por Tex.

O pistoleiro desceu pela escadaria, ainda nu, apenas com o cinturão afivelado na cintura e de chapéu na cabeça, e foi na direção da multidão ainda tonta que lotava o salão. Assim que se mostrou, todos no bar se calaram e se voltaram para ele. “O que é? Nunca viram um homem nu?” ele perguntou, cínico, lá da altura da escadaria. Logo os murmúrios recomeçam enquanto o homem descia os últimos degraus.

― Hoje, por acaso, é a feira municipal da nudez? De todos os buracos estão saindo homens nus – e muito bem dotados, por sinal! – comentou o xerife Edward, visualizando mais um comprido pau branco balançando entre as pernas cabeludas daquele pistoleiro estonteante.

― Cale a boca, xerife! – retrucou ele, atravessando toda a multidão e saindo pela portinhola de vaivém, seguido pelos olhares invejosos.

Beau Cock, o ajudante do xerife, o questionou sobre o atentado ao pudor, mas Edward disse:

― Atentado ao pudor? Quando se tem uma ferramenta divina daquele tamanho, atentado ao pudor seria escondê-la, meu bom rapaz!

Lá do fundo da multidão, uma das louras do meretrício perguntou:

― Por isso que o senhor ainda não prendeu Brod? É pelo dote, não é xerife?

― Sendo assim, não pode me prender também, xerife! – disse um dos caubóis espectadores, abaixando as calças e deixando exibir para todos também a sua bengala branca encimada por um denso pentelho louro.

― Nem a mim! – disse outro, imitando o anterior e mostrando seus centímetros todos para o público presente.

Outros homens também abaixaram a vestimenta a fim de exibirem seus dotes considerados pela lei local como obras divinas. Cada homem que se despia, uma salva de palmas ecoava das meretrizes e do expectante xerife Edward. No fim:

― Nesses termos, xerife Edward, não poderá me enjaular por atentado ao pudor! – revelou o seu ajudante que também se desvestiu e surpreendeu a todos, sobretudo ao abobado xerife, mostrando o belo dote rosado que ocultava sob o jeans.

“Aplausos para Beau Cock, meu grande ajudador!” sugeriu Edward, encantado com a nudez de todos os homens e rasgando a cara num sorriso enorme.

×××


Continua...


_____
Notas*: Willer é protagonista dos famosos quadrinhos de faroeste italianos que levam seu nome; "Gunmen", segundo o inglês plural, significa "pistoleiros".

Transa na Lagoa

Andava sempre seminu, o caubói. Era peão macho, de olhar entrecerrado e resoluto. O volume opulento do pênis sempre impresso na calça jeans encardida, apertada. Na cabeça, encaixado o chapéu marrom de abas curvas. Os olhos azuis, vivíssimos, e a cabeleira loura. Corpo musculoso, atlético, do trabalho duro na fazenda. Bunda larga, ressaltada na roupa comprimida à pele. Assim era Gustavo, este referido peão.

Gostava de recostar-se ao espaldar das cadeiras da varanda, por no alto das mesinhas os pés e levar à cabeça as mãos. Ali ficava, exibindo-se; exibindo suas axilas louras, seu corpo maravilhoso dotado de curvas generosas que sempre de alguém arrancava inveja ou um devaneio erótico.

Às vezes cochilava. Às vezes ouvia alguma moça passar. E às vezes via o patrão parar e olhar sua nudez varonil, absorto. Ficava estático, com as mãos na cintura, a fitar-lhe o volume peniano estampado na calça e Gustavo a observa-lo com um olho entreaberto.

Certa vez o patrão o abordou, meio introspectivo:

― Tarde, peão! Diga-me, por que vive sem camisa?

― Simples ― replicou Gustavo, ainda com as mãos à cabeça ―, é que sinto calor!

― Entendo. Nesse caso, vou lhe dar algumas regatas, e também algumas cuecas. Quero te ver usando-as!

Gustavo ergueu-se da cadeira, fixando seus olhos azuis nos do patrão. Corrigiu o chapéu à cabeça. Inquiriu, indignado:

― Quer me ver de cueca?

O patrão soltou uma risadinha amarela, lívido de vergonha. Afinal, era exatamente o que queria. Negou. Melhor, contornou. Disse que queria ver o peão usando as regatas que compraria para ele. Coçou a cabeça por baixo do chapéu, sem mais assunto. Foi embora. Subiu no trator e cortou a colina.

O calor estava intenso naquele dia. Por entre os vapores da terra, desfigurou-se a imagem do patrão já longe, perto do gado. Gustavo perturbou-se, sentado. "Patrão estranho, diacho!".

No alvorecer seguinte, as regatas, todas brancas e perfumadas, já estavam empilhadas sobre a cama de Gustavo, em seu dormitório. Junto a elas, estavam as cuecas também brancas. O peão olhou as roupas. Vestiu-as. Vestiu uma regata e uma cueca. Sozinho no quarto. Olhou-se num espelho pequenino pendido na parede. Mal imaginava o caubói que por uma fenda na parede um olho o espionava. Percorria toda a extensão do corpo parrudo do vaqueiro e parava no pau avultado.

Talvez fosse alguma moça curiosa de ver a nudez sensual do peão. Talvez fosse algum gurí endiabrado. Ficou espreitando os músculos curvilíneos do vaqueiro alumiados pela luz que as frestas permitiam entrar.

À tardinha, Gustavo foi à lagoa banhar-se para depois recolher-se. Alguém o seguia. Os ouvidos do homem capturavam os farfalhares das folhas atrás de si. "Ou é algum bicho, ou é gente!". Seguiu pela mata como se nada acontecesse. Despiu-se, totalmente. Entrou n'água até os joelhos. Enchia de líquido um caneco rudimentar e vertia-o na cabeleira loura. Sabia que, de trás de algumas folhagens, o patrão o observava. Quieto, Gustavo exibiu-se para a sua platéia única.

Tomava nas mãos rústicas o pau grosso e venoso, alisando-o. Amassando suas bolas flácidas. Percorria as mãos ensaboadas por todas as curvas quebradiças do corpo. Acariciava-se lentamente, insinuando-se. Tornava a entornar o caneco com água na cabeça que levava a espuma de seu corpo.

Os labios róseos de Gustavo dilataram-se num sorriso malévolo, naquele momento. Chamou o patrão: "Ô, seu Mario, venha pra cá!". Um instante se passou sem resposta. O patrão oculto atrás das ramagens empalideceu. O caubói bem dotado reconvidou: "Tenha vergonha não. Somos homens. Tem água pro senhor também!".

Mário, seu patrão, saiu então da moita, ressabiado. Coçava a cabeça, entre um risinho consternado e outro, mas sem tirar os olhos da vara loura. Alcançou a beira do dique, resistindo em entrar. "Deixa de ser bobo, homem! Venha banhar comigo!" retrucava o caubói nu, propositalmente.

Despiu-se e entrou na água, roxo de vergonha ― ao mesmo tempo que doido de curiosidade! Gustavo, sempre a alisar o dote longo, aproximou-se de seu patrão. Passou-lhe o sabonete e notou que sua mão tremulava. "Está com medo, homem?" riu-se ele, enlaçando o pescoço do patrão com o braço musculoso. Este, intimidado, escondida entre as mãos o pouco que tinha para mostrar.

O caubói excitou-se com sua inferioridade viril; decidiu que iria testa-lo. Com um movimento rápido, empurrou-o para a margem e montou em suas costas! "Vou te domar igual faço com teus cavalos!" bradava o vaqueiro a esfregar-se nas costas do fazendeiro.

O fazendeiro, coitado, entregou-se, gemendo de tensão.

Passou pra frente, já de pau duro e surrou-lhe a cara com ele. Enterrou todos os centímetros brancos de seu dote na goela do patrão até seus testículos encostarem-se ao queixo dele. "Isso! Se você engolir tudinho, prometo que te deixo me ver de cueca!".

O homem grunhia e engasgava, mas o pênis de peão sumiu em sua boca pequena. Sofria um pouco mais quando Gustavo tapava suas narinas, obrigando-o a engolir seu mastro robusto daquele jeito, sem respirar. No fim, seu peito já se banhava de sua própria baba, escorrendo.

Depois de lubrificado com a saliva viscosa do patrão, Gustavo montou-lhe no traseiro. "Vamos experimentar algo interessante...", disse o peão a Mário, pálido de medo e tesão. Interrompeu:

― Ei, peão, vá devagar. Sabe, nunca levei nada aí atrás.

― Um virgem? ― riu-se Gustavo, alisando o próprio pênis ao cabeludo anel anal do patrão ― Para isso, há sempre a primeira vez.

― Não quero sentir dor...

― Nesse caso, eu lamento ― alegou o peão, estampando no rosto um sorriso felino.

Não permaneceu cerrando os dentes, pois gemeu alto quando Gustavo afundou o pau ao seu pequeno orifício corrugado. Quis interrompe-lo, mas deixou que continuasse. Suas mãos desoladas buscavam algo no chão para apertar, na ilusão de que aquilo aliviaria a dor incômoda que o peão lhe proporcionava.

― Ah, ai... ― gemia alto, ecoando pela planície da estância.

Gustavo contorcia-se de prazer, desferindo tapas na bunda gorda e desajeitada do fazendeiro. "É apertadinho, hem, patrão!" alegava ele, puxando-o contra o próprio corpo.

Já não queria mais aquela posição.

Com poucos movimentos, o peão moveu Mário de barriga para cima e pernas abertas, como um peru assado. Novamente fez seu mastro latejante sumir na roda anal do patrão que se desfazia em gemidos chorosos. "Ora, seu Mario, não aguenta uma piroquinha de nada?" zombava Gustavo, assolando a bunda desajeitada do fazendeiro.

Pobre homem aquele, que nunca sentira dor anal.

Mas, claro, estava nem um pouco arrependido daquilo e não via a hora do peão musculoso ejacular na sua boca, como faziam com as prostitutas na cidade.

Perto dali, uma serviçal passava com baldes em ambas as mãos. Ela vinha da fazenda buscar água na lagoa justamente onde os dois, peão e patrão, arfavam do impacto da transa. Ela escutou os choramingos de Mário e se aproximou cautelosamente, soltando os baldes de latão no chão. Ao fazer aquilo, porém, ela se traiu involuntariamente.

O ruído metálico das alças dos baldes não escaparam aos ouvidos de Gustavo. Ele desentupiu seu pau venoso do largo buraco anal de Mário e lhe mandou, rudemente, calar a boca. O patrão obedeceu como bom passivo que era. O peão ouviu naquele momento o farfalhar de pés avançando pelo capim.

A jovem mulher, muito ingênua, não utilizou da prudência e, próxima da margem, agachou sobre os calcanhares dentro do capim para afinal ver quem gemia por ali. Seus olhos, porém, só enxergaram a nudez medonha de seu patrão, Mário, que banhava-se distraído.

Ela levou logo a mão à boca ao deparar-se com o piruzinho atrofiado do fazendeiro. Um ruído vindo de trás lhe tomou a atenção e quando ela se virou, Gustavo estava de pé com os braços cruzados bem às duas costas, completamente nu.

Mais que a súbita aparição do peão, o seu pênis semiereto também assustou a serviçal que fez menção de fugir, mas antes Gustavo lhe segurou violentamente pelo braço.

― Você não viu nada ― ele disse em tom severo.

Ela assentiu desesperadamente e quando o braço foi solto, fugiu desarvorada esquecendo-se mesmo dos baldes deixados no capim.

Não, ela não reconheceu Gustavo. Ele usava a camiseta enfaixando cabeça, como uma espécie de máscara improvisada.

Naquela tarde, primeiro Mário regressou à sua fazenda; depois dele, foi a vez de Gustavo aparecer.

Após perder brutalmente a virgindade e as pregas no colo do peão, este recebeu um aumento da féria e foi elevado a capataz. Mário, ainda, constantemente o convidava para matar algum rato ou conter infiltração em seus aposentos em plena madrugada. Coisas escusas de Mário, se me entende...

Houve outros casos entre subalterno e patrão, mas, claro, cada um terá seu espaço apropriado.

"THE END"


Jesús Blasco, 14 de Outubro de 2016.

Pistoleiro do Texas - Parte 5/5

Texto: Jesús Blasco


Continuação:

O pistoleiro, aproveitando-se daquela crendice de que era mensageiro de um deus, deitou-se naquela cama rudimentar e transou com todas moças, uma a uma, por toda aquela noite de lua minguante onde a aldeia pernoitou em claro, com o surgimento dos ecos de gemidos, grunhidos e lamentações sucessivas provindas das virgens e do prisioneiro inglês.

― Ouça... O som doce das moças embarrigando do mensageiro de Hamatsa! Que serenata gloriosa para o nosso povo... ― comentou Touro Feroz ao seu bruxo. Ambos menearam as cabeças em consentimento às palavras.

Na aurora sucessora, ainda cedo, os índios preparavam a continuação do rito que Jhony sofreria. Depois do estupro, o pintor seria torturado nu, amarrado ao poste dos martírios ante a todos da aldeia, seria alvo de flechas e, por fim, escalpado.

Bob, depois de deflorar todas as jovens índias que pôde na noite anterior e compreender que os índios o respeitavam por ser um macho bem dotado, exigiu deles a sua liberdade e um bom cavalo. Já queria ir embora, mas os índios não aceitaram suas idéias. Queriam persuadi-lo a ficar ali, casar-se com algumas jovens e viver como um índio ou talvez, macho reprodutor.

Tornando a divergir de seu real desejo, os índios ordenaram a prisão de Bob, deixando-o numa tenda isolada. "Refletirá aqui, consigo, e compreenderá que se ficar, a vida será boa e terá quantas mulheres quiser para deflorar!", sentenciou Touro Feroz, antes de dar-lhe as costas. O pistoleiro, no entanto, conseguiu soltar-se com a ajuda fundamental de um punhal. Aproveitou que uma multidão curiosa rodeava Jhony amarrado nu num imponente totem, qual tinha inúmeros ídolos entalhados.

Silencioso como uma sombra, Bob deslizou para fora da aldeia e fugiu. "Danação! Por mais que eu lamente, não há nada que possa fazer por Jhony", pensou o bandoleiro subindo uma colina e perdendo-se por entre os rochedos. Seguiu pela estrada de Arlington, certo de que encontraria uma diligência ou qualquer outra carona. No caminho, teve uma grande surpresa: deparou-se com "El Diablo" e seus homens, acampados a poucos quilômetros de onde fugira.

•••

Na aldeia, a figura nua de Jhony, amarrado ao poste, era frequentemente assediada pelos índios excitados, exaltados. Enfiavam seus pênis entesados na boca lambuzada do pintor, obrigando-o a chupa-los. Vários jovens puderam divertir-se com seus lábios carnudos.

Quando a tarde desceu silenciosa e tórrida sobre o Texas, deformando as montanhas do horizonte, os índios acendiam uma grande fogueira no centro da aldeia onde torturariam Jhony, multilando-o e tirando o seu escalpo. Lobo Grande, seu capturador, queria ter a satisfação de manusear o punhal em seu corpo pálido, porém, o destino não permitiria.

Pouco depois do meio dia, Touro Feroz deu início ao macabro rito de tortura. Todos da aldeia juntaram-se ao redor do totem onde estava amarrado o prisioneiro. Lobo Grande ergueu o punhal para o inglês, sorrindo, mas não teve tempo de feri-lo; uma bala de rifle o interrompeu para sempre.

Era Bob, o atirador. Montando um cavalo negro cintilante, o pistoleiro louro liderava o bando de "El Diablo" contra os índios de Touro Feroz para libertar Jhony.

― Vamonos, muchachos! Iuuupi! ― gritava "El Diablo", atirando para o alto como um endemoninhado.

Durante o breve entrevero, Bob pôde libertar Jhony do poste dos martírios que, mesmo nu e exausto, montou em sua garupa e, apoiando-se no tronco firme do louro, fugiram de lá deixando alguns cadáveres indígenas estendidos na poeira do chão.

Dali, levaram o pintor para o médico mais próximo, o Dr. Mac Parland, de Arlington. Sob seus cuidados e medicina, depois de alguns dias o artista inglês recuperou a saúde e vigor. Bob contou-lhe na tarde de um dia como evadiu-se da aldeia, como encontrou "El Diablo" ocasionalmente acampado e que, em nome das antigas aventuras, este aceitou sem demora atacar os índios para liberar Jhony.

Como agradecimento, Jhony deu um beijinho chilreado no rosto empoeirado do pistoleiro. Este baixou a vista, envergonhado por aquilo, mas tornou a ergue-la para Jhony e deu-lhe um sorriso tímido.

•••

Uma semana depois, em Dallas, destino inicial do pintor Jhony Wally, em uma famosa galeria artística da cidade, este expunha alguns quadros seus ao animadíssimo diretor do local. Uma das pinturas chamou-lhe a atenção: era o retrato minucioso de um louro nu e absorto em seus pensamentos, com as pistolas nos coldres à cintura, deixando exibir seu físico rústico e exuberante. Jhony ouviu com evidente contentamento o comentário elogioso que recebeu do diretor sobre aquele seu quadro, qual intitulou "O Pistoleiro do Texas".

Acertou os detalhes da exposição. Saiu de lá saltitando e trauteando uma canção com o sorriso estampando o rosto de maçãs avermelhadas. Entrou no Hotel Glória e subiu ao seu quarto. Encontrou Bob ainda fresco, recém saído do banho, enrolado num roupão felpudo que este apanhou em sua mala.

Contou-lhe a novidade. Agora seria artista de Dallas, famoso e bem sucedido. Bob parabenizou-o, com os olhos brilhando e o sorriso branco, aberto. Era homem rude. Não entendia muito de arte, mas sabia que Jhony era bom nisso. Deitou-se na cama, o danado, sabendo que o pintor não resistia aos seus olhos e seu sorriso:

― Vamos, tire logo essa roupa, danação! Deixe a comemoração por conta do meu pau e do seu rabo! ― disse o louro risonho, livrando-se do roupão e esticando-se sobre os lençóis da cama.

"THE END"


Jesús Blasco, 4 de Junho de 2016.