quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Cowboy Virgem - Parte 2/2

Continuação:

A loura Helena subia para o primeiro andar, discretamente. “Tenho certeza de que vi aquele rapaz escapar por aqui durante a confusão!” pensou consigo. Ela visitou todos os quartos até encontrar o jovem escondido naquele que havia pernoitado o pistoleiro Jhonny Dick.

Ela abriu a porta e quase levou um tiro de Tex, que estava muito nervoso com a situação lá de baixo. A visão frágil da loura o acalmou e o fez recolher a pistola no coldre. Helena sentou-se na beira da cama e subiu os panos do vestido, descobrindo uma das pernas.

― Já viu uma mulher nua antes, bonitão?

― Não – respondeu Tex. – Mas não gostaria que o xerife nos atrapalhasse mais.

― Oh, não se preocupe! Ele está muito ocupado medindo os centímetros fálicos dos caubóis lá fora – ela disse com um sorriso vermelho e feminino esticado no rosto.

Ele se aproximou e ela não deixou passar despercebida a sua volumosa ereção contra o jeans da calça. Ela tocou Tex no pênis e ele decerto se assustou um pouco, aquilo nunca tinha acontecido. Afinal, peça por peça, ela lhe despiu e despiu também a si própria. Eles se deitaram e pela primeira vez o nosso herói, tido socialmente como fora da lei, conheceu os interiores de uma mulher sob a sombra e frescor dos lençóis.

×××


Pela tarde, dando Tex como foragido, Edward livrava-se daquele calorão diurno com um bom banho de caneco nos fundos do quintal de seu escritório. Um par de olhos curiosos visualizava sua nudez medonha de dentro da delegacia. Era Beau Cock.

― Puxa, xerife! Se o senhor fosse pego andando assim pela cidade, certamente seria preso por atentado ao pudor! – comentou o ajudante, zombando dos poucos centímetros de Edward.

― Engraçadinho... O que quer de mim, Cock?

― Desculpe, xerife – consertou-se. – É que uma das meretrizes do saloon deixou escapar que Tex se refugia lá sob a proteção de uma loura chamada Helena.

― Quem é a meretriz que lhe disse isso?

― É a minha garota, xerife! Nós estávamos num quarto, abraçados sob o calor dos lençóis e...

― Você estava fornicando com aquela sirigaita, Cock? – cortou o xerife, verde de ciúmes!

― Bem, xerife Edward – explicou o ajudante, rubro de vergonha a encarar o chão –, depois de me ver descer as calças na sua frente lá no bar, ela ficou muito excitada com o tamanhão do que viu e...

― Cale-se! Não quero ouvir mais nada! – rosnou o xerife em tom magoado. – Vamos logo atrás de Tex antes que o danado fuja de novo.

Tex, porém, viu pela janelinha do quarto a aproximação do xerife e seu auxiliar e decidiu fugir antes que Edward desencadeasse um novo tiroteio. Tex deu um último beijo nos beiços rubicundos de Helena e desceu por outra janela que dava para um beco.

O cano metálico de um colt mirou Tex em sua fuga e pouco depois um projétil passou a poucos centímetros de sua cabeça. Tex se atirou no chão, sacou sua arma com impressionante velocidade e se deparou com aquele pistoleiro que outrora havia expulsado do quarto. O tal Johnny Dick. Ele disse:

― Lembra-se de mim, moleque? Se não se lembra da minha cara, certamente se lembra do meu pênis, pois quando você me expulsou daquele quarto eu estava com ele balançando bem na sua fuça!

― Claro que me lembro de você, idiota! O que quer?

― Quitar a conta! – concluiu Dick, abrindo um sorriso malvado nos lábios.

O pistoleiro brandiu a arma contra Tex, mas esse foi mais ligeiro e, com apenas um tiro, lhe arrancou a pistola da mão antes mesmo que pudesse disparar.

Agora só restavam Tex e Johnny Dick.

O jovem fora da lei ergueu-se do chão, tinha a fúria estampada no rosto. Dick deu um passo atrás, sentindo uma mistura interna de medo e raiva.

― Vou ensinar você a não atirar pelas costas de ninguém, maldito! – vociferou Tex, partindo para cima de Johnny Dick e rolando pelo chão com ele nos punhos pouco depois.

Tex desferiu um poderoso direito no queixo do oponente fazendo-o cuspir uma bolha de saliva e fechou a conta com dois esquerdos no estômago. Dick grunhia no chão, qual um porco, sentindo as dores atrozes das contusões. Tex se levantou um pouco extasiado pela vitória, mas Dick o surpreendeu pelas costas com um abraço fatal que rasgou sua camisa.

― Vou lhe ensinar uma dor que nunca sentiu, moleque! – berrou ele a Tex aludindo ao estupro, mas este outro com uma rasteira fê-lo cair de quatro no chão!

― Agora o jogo se inverteu, cretino! – disse Tex, abrindo um furo nos fundilhos de Dick e lhe rasgando a rodinha anal com seu dedo áspero e comprido.

Dick urrou como um lobo.

Vendo que o pistoleiro sofria, Tex empurrou mais dedos para dentro daquele cu cabeludo e guloso quando sentiu o próprio pênis duro contra o jeans da calça.

Tex entendeu o que acontecia e traspassou o pau pela fenda do zíper lambuzando-o da própria saliva. Pouco depois, o jovem fora da lei fez seu nervo teso desaparecer no reto daquele pistoleiro fanfarrão que gemia passivamente.

×××


Edward e Beau Cock chegaram ao beco justamente quando Jhonny Dick mordia os próprios lábios e disparava uma chuva de xingamentos contra o dote nervoso de Tex. Os dois homens da lei sustaram-se de súbito e ali ficaram pasmados vendo o vaivém de Tex no rabo daquele pistoleiro mexicano. Mesmo ante aos dois, Tex não se deteve; continuou rasgando Dick por trás. Logo o mastro de Beau Cock também quis opinar sobre aquela cena, latejando contra o seu jeans.

O xerife se atentou para a ereção do auxiliar e sua língua úmida banhou seus beiços suculentos. Decretou:

― Beau Cock – berrou o xerife, fazendo o auxiliar dar um pulo –, agora é a hora de fazer jus à sua estrela!

― Diga e farei que quiser, xerife Edward!

― Faça comigo o mesmo que Tex faz com aquele cabrón!

É natural contar que o ajudante surrou, judiou e partiu o xerife por trás do jeito que sempre sonhou. O pôr do sol caiu no horizonte assistindo a orgia homossexual daqueles quatro caubóis, na sombra dos becos, longe da vista social ou pelo menos da maioria dela.

Sim, leitor querido! Depois do orgasmo na bunda daquele mexicano humilhado, nosso herói, Tex, fugiu das garras de Edward – que estava dilatado demais para persegui-lo! – mas tempos depois foi cair nas garras dos guerreiros navajos, e daí, a história todos já sabem.

“THE END”


Jesús Blasco, 9 de Setembro de 2016.

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